Ao meu pai…

Há quase 9 meses não vejo meu pai. Desde que mudei pra São Paulo, no dia 1 de junho de 2010, só o vi no Natal e Ano Novo. Poucas foram as vezes que falei com ele de lá pra cá, e às vezes fico pensando no péssimo exemplo de filho que sou. Exatamente por isso resolvi escrever esse texto que será meu presente do dia dos pais.

Durante toda a minha vida eu morei com meus pais em Salvador, e sempre tive eles do meu lado. Era meu pai quem me levava na escola quando eu era pequeno, era ele também que participava das reuniões de pais do colégio, e foi ele que me ensinou o caminho de ônibus para o colégio em que fiz o Ensino Médio. Eu lembro também que foi ele que me ensinou a andar de bicicleta quando eu tinha uns 12 anos de idade.

Meu pai é um homem interessante. Simples, viajado, e que gosta de política, incontáveis foram as vezes em que assistindo o jornal a gente parava pra discutir sobre o tema, sempre que ele chegava do trabalho. Além disso, ele é noveleiro, o que nos fazia engatar em vários debates sobre o personagem X ou Y, nos tempos em que eu assistia novelas.

A convivência com meus pais sempre foi muito boa. Eles apoiavam (e ainda apoiam) tudo que faço. Encorajando seu filho mais novo a seguir sempre em frente, tentando sem medo de errar. Quando decidi vir pra São Paulo, a decisão de mudar não demorou muito. Recebi a proposta de emprego em uma semana, e na semana seguinte já estava aqui. E eu ouvi aquilo que sempre ouvi na minha vida: “vai lá, meu filho”.

Dizem que os pais criam os filhos para o mundo, e não para si mesmos. Para mim isso é tão verdadeiro que é quase indescritível, e as palavras não abrigam o sentimento que essa liberdade implica. Sempre fui livre para fazer todas as minhas escolhas, e dos meus pais ouvia os conselhos, as palavras de apoio e a promessa de que tudo no final dá certo, o importante mesmo é tentar e ser aquilo que a gente é. Assim aprendi.

Tudo que quero nessa vida é que minhas ações, e minha trajetória, lhe dêem bastante orgulho, meu pai. E que um dia eu possa olhar pra trás e pensar no grande homem que fez parte de minha vida, que me ensinou a caminhar, e a andar de bicicleta, que me ensinou valores que até hoje me guiam, que sempre acreditou nos meus sonhos e me deu apoio para correr atrás deles, mesmo que um desses sonhos seja o de querer mudar o mundo.

E saiba que você é esse homem meu pai, que me ajudou a se tornar esse que sou agora toda vez que me chama de “campeão”.

Feliz Dia dos Pais, sr. Edvaldo.

De seu filho mais novo,

Diego.

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